quinta-feira, 16 de março de 2017

Moinhos de Maré do Barreiro

Olá Pessoal! 😄
O geocaching é uma maneira de ficar a conhecer a história dos locais e o património nacional. Muitos de vós já devem ter reparado que o abandono e a degradação são uma constante no nosso país. No Barreiro há vários exemplos disso, nomeadamente no que toca a antigas fábricas, edifícios históricos e, sobretudos, os moinhos de maré. Enquanto que os moinhos de vento têm sido restaurados e requalificados, os de maré, por sua vez, têm tido tristes dias e poucos lhes restam.



É o caso do Moinho de Maré Grande do Barreiro. No site da Câmara Municipal do Barreiro, a informação sobre o património da cidade é lamentavelmente escassa, o que obriga a uma busca sobre estes locais. 
Descobri este moinho e alguma da sua história através do Geocaching. Afinal não se trata apenas de encontrar tupperwares no mato. 
Este moinho foi edificado no século XVII e possuía 7 pares de mós. Acerca deste moinho não encontrei mais coisas, mas numa visita a um moinho de maré no Seixal, com o Viperbruno, fiquei a saber que os moinhos de maré só trabalham com a maré vazia e é a razão pela qual os moinhos se situam junto a rios. 



Os moinhos de maré são formados por uma caldeira que se enchia de água através da adufa (uma espécie de porta de água). Quando a maré enchia, a caldeira enchia-se de água e e fechando-se até a maré voltar a baixar. Quando a maré vazava abriam-se as passagens de água que faziam mover as moendas (ou pares de mós), que serviam sobretudo para o fabrico de farinha.



O Moinho de Maré Grande do Barreiro encontra-se actualmente neste estado, sobrando apenas as paredes e pouco mais.






Tal como o Moinho de Maré Grande, e ainda em pior estado, completamente em ruinas, encontra-se o Moinho de Maré do Cabo, também situado no Barreiro. Este moinho também só me foi possível a sua descoberta através do Geocaching.



O Moinho de Maré do Cabo foi edificado no século XVIII. Pertenceu a um titular, o 11º Marquês das minas, D. Alexandre da Silveira e Lorena, oficial da Casa Real, par do reino e engenheiro civil. Uma parte deste moinho moía trigo e cereais, por conta de José Pedro Maria da Costa, industrial de padaria na vila do Barreiro. A outra parte destinava-se ao descasque de arroz, por conta de Joaquim do Rosário Costa. Esteve em actividade até 1913.
De momento isto é o pouco que sobra deste moinho, apenas estas paredes e algumas saídas de água.




O património municipal deveria de ser uma prioridade para a autarquia, e não a criação de projectos que ficarão a meio.

Espero que tenham gostado e até à próxima!

Sem comentários:

Enviar um comentário